Do fonógrafo ao Ipod

Ouvir música nunca foi tão fácil como agora. Basta acessar a internet para nos depararmos com uma infinidade de opções e termos a possibilidade de baixar a discografia da nossa banda preferida com apenas um clique. Mas será que nossos avós imaginaram alguma vez na vida que tudo isso seria possível? A resposta pra essa pergunta é, provavelmente, não!

Durante o último século uma série de inovações surgiu e fez com que o “ato de ouvir música” fosse incorporado, cada vez mais, em nosso dia-a-dia. Não é mais necessário estar em casa e depender de um aparato gigantesco para pode apreciar o trabalho de algum artista.

O ano de 1877 ficou marcado pela chegada de uma novidade que revolucionou o mundo da música. Thomas Edison inventou o primeiro aparelho capaz de gravar e reproduzir algum som: o fonógrafo. Antes dele, algumas outras experiências já haviam sido feitas, porém não tinha capacidade de gravação.

Cerca de 10 anos depois, um aparelho um pouco mais moderno surgiu. O gramofone, projetado por Emile Berliner, seguia os mesmos princípios do que o modelo anterior. A diferença estava no fato de que este já usava discos de 78 rpm ou goma-laca. Logo depois de emplacar sua invenção, Berliner criou a Gramophone Company, existente até hoje com o nome de EMI Music, considerado, mundialmente, um dos selos mais importantes.

Na metade do século XX, os discos de goma-laca foram substituídos pelos famosos discos de vinil. Eles eram mais maleáveis, resistentes e permitiam a reprodução de um número maior de faixas. A qualidade sonora e a arte presente nas capas foram decisivas para que se tornassem febre no Brasil e no mundo. 

Nesse período, vários tipos de discos começaram a ser produzidos. Os LP’s eram usados gravação de álbuns completos. Já os EP’s continham  4 faixas, sendo possível gravar cerca de 8 minutos de cada lado. E o Single, por sua vez, comportava apenas 4 minutos por parte.

Uma alternativa que trouxe praticidade nas gravações musicais e ainda permitia uma duração maior foram as fitas cassete. Elas foram lançadas, oficialmente, nos anos 60. Uma década depois, a Sony colocou no mercado o, tão popular, walkman.  Essa inovação permitia que a pessoa carregasse o aparelho para onde quisesse. Esse período foi extremamente importante, pois não era mais preciso grandes investimentos para fazer a gravação de uma faixa.

A decadência dessas fitas aconteceu justamente com o desenvolvimentos dos computadores e  surgimento dos modelos digitais, gravados através dos CDs. Os walkmans evoluíram para os modelos de discman. Além disso, os CDs podiam ser lidos através de outros aparelhos, como por exemplo, o cd player.

Já os anos 2000 ficaram marcados pela total pulverização e compartilhamento de todo acervo musical.  Sites na internet começavam a disponibilizar discos completos inteiramente grátis. Além disso, foram desenvolvidos programas especiais apenas para download de faixas. As pessoas tiveram a possibilidade de escolher apenas uma música que gostariam de ouvir, selecionar os artistas, apagar aquilo que não as agradava – tudo isso sem sair de casa.

De olho em todas essas reviravoltas, as empresas concentraram suas atenções na tentativa de desenvolvimento de aparelhos que armazenassem todo esse conteúdo de uma forma simples. Assim, foram criados os atuais tocadores de áudio digital e o mercado foi invadido por uma infinidade de aparelhos, modelos e marcas.

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